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Cleiton Juventino

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sexta-feira, 4 de março de 2011

AMPARO NO DESERTO

Cada um de nós tem a sua maneira de lidar com situações problemáticas. Devido a nossa individualidade, podemos enxergar de modo diferente um mesmo momento ruim em nossas vidas. Mas todos nós, sem exceção, já vivemos um período que muitos chamam de "deserto", um termo comum que significa uma fase de solidão em um caminho de dor.

"Quando passamos por um deserto não temos ajuda, não temos conselho, não temos amigos". A maioria descreve esse mesmo quadro. "Ficamos abandonados, amargando nossas tragédias pessoais". Mas por que o "deserto" de cada um de nós tem que ser assim? Não somos uma família, a família na qual o cabeça é Cristo? Por que não ampararmos mutuamente?

Penso que as pessoas fogem dos problemas alheios. Quando a dor é muito grande, as pessoas não sabem o que dizer, como ajudar, como ficar perto. A maioria de nós prefere não se envolver. Pensamos que na vida isso faz parte, e que logo a pessoa sairá e ficará bem. Mas esquecemos que muitos demoram a ficar bem, alguns de fato ficam mais ou menos bem, trazendo para dentro de si a dor de um trauma que persiste, um trauma que pode durar uma vida toda. E tem aqueles que realmente saem do "deserto" sozinhos, mas sofrem em demasia, sofrem porque não foram ajudados, não foram consolados, não foram amparados.

Que tipo de gente nós somos quando enxergamos a dor de um irmão e ficamos alheios a isso? Por que essa palavra "deserto" tem ainda que está em nosso meio? Será mesmo que Deus, que é o Senhor de nossas vidas, abandona alguém, deixando-a a mercê de um momento ruim? Eu não creio em um Deus assim. Isso é contra a sua natureza. Ele se entristece com tanta falta de amor e quando não ajudamos ao nosso próximo. Enquanto nos fartamos em nossos instantes plenos de alegria, de motivação, de êxito, o nosso companheiro ao lado está vivendo um momento profundo de dissabor.

Sabe por que o "deserto" ainda existe? Porque somos ausentes no que diz respeito ao problema de nosso irmão! Somos imperceptíveis e gostamos de ser assim! E se gostamos, precisamos mudar isso de uma vez! O deserto de alguém pode chegar ao fim quando estendermos nossa mão, quando intercedermos em uma oração que pode fazer a diferença, quando caminharmos juntos, quando entendermos as lágrimas de nosso próximo.

No deserto, quantos já se desesperaram e buscaram ajuda em pessoas que não possuem o poder do Reino dos Céus, e tiverem que tomar direções errantes, tiverem que escutar conselhos que não cabem a um filho de Deus. Foram humilhados, massacrados porque foram iludidos e esperaram demais por uma solução que nunca chegou.

Para aqueles que estão vivendo um momento de deserto, posso assegurar que vocês não estão sozinhos. Não fiquem decepcionados com palavras que vocês não ouviram, com atitudes que vocês não viram acontecer; não entrem em autocomiseração. Algumas pessoas dizem, que foram nesses instantes que mais aprenderam o poder da consolação que o Espírito Santo tem. E sempre existe alguém que está sensível à voz de Deus. No meio de tanta gente que está aquém do que está vivendo, Deus sempre levanta uma pessoa para erguer você, para fazer a diferença em sua dor, para falar coisas edificantes que fazem você seguir em frente. Eu não acredito em deserto, eu acredito em um vale, um vale onde existe, sim, caminhos difíceis, mas que existem também planícies verdejantes, águas tranqüilas e o frescor de uma brisa de paz, que nos acalma e nos ampara

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O ESPÍRITO SANTO NA VIDA DO CRISTÃO


“E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo”. (João 1:32-33)
INTRODUÇLÃO
            Nesta semana eu estava observando os movimentos de alguns pombos na residência de um amigo, e foi um momento muito oportuno em que o Espírito Santo esteve ministrando em minha vida. Foi uma experiência gratificante e que gerou a mensagem a seguir.

1.      O ESPÍRITO SANTO VEM SOBRE AQUELE QUE TEM ALGO A OFERECER PARA ELE
Se você tiver oportunidade para observar os pombos em algum lugar, você verá que eles não se aproximam do ser humano em vão. O motivo deles se aproximarem é exatamente o que você oferece a eles. Relacionando isto com a presença de Deus por meio do Espírito Santo em nós é inevitável que se questione o que temos oferecido a Ele para que venha sobre nós com revestimento de poder e autoridade. Deus espera que nós ofereçamos a Ele nossas vidas, com nossos talentos e habilidades para que o Reino seja estabelecido, e para que o Reino se estabeleça Ele nos oferece como um favor Seu o precioso Espírito Santo, afim de que possamos desenvolver o seu projeto.
2.      NOSSOS PASSOS E MOVIMENTOS PODEM FAZER COM QUE ELE SE APROXIME OU SE AFASTE DE NÓS
Dependendo do que fizermos os pombos se afastam ou se aproximam de nós, o mesmo ocorre com o Espírito Santo. Ele espera encontrar em nós passos de santidade, um proceder santo, íntegro, e estas são atitudes que faz com que o Espírito Santo se aproxime de nós, caso nossas ações sejam contrárias a isto, podemos ter dons e habilidades, todavia a presença de Deus (o seu Santo Espírito) não será conosco. Produziremos sinais mais não teremos intimidade com Ele, correremos o risco de ouvir naquele grande e terrível dia: “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; [apartai]-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. (Mateus 7:23)
3.      QUANDO O ESPÍRITO SANTO VEM SOBRE NÓS 02 (DUAS) COISAS SÃO NOTÓRIAS:
a)      O BARULHO: Observe o barulho produzido pelo bater das asas de uma pomba e você certamente entenderá o que passo a lhe mostrar. Se você simplesmente está de costas e a pomba vem sobrevoando, logo você perceberá o barulho de suas asas. O som do Espírito Santo é um “barulho” conhecido por Deus e testificado pelos Santos. É diferente do barulho ouvido por Deus quando Moisés desfrutava da intimidade do Senhor e dele recebia leis. Houve um barulho diferente que produziu um incomodo ao Senhor.
b)     O VENTO: Outra coisa que se torna notável é o vento produzido pelo bater das asas de uma pomba. O Espírito de Deus também produz um vento específico na vida do cristão que vai desde uma brisa suave até um vento impetuoso.
“E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”. (Atos 2:1-4)
4.      NÃO CONFUNDA A MANSIDÃO DA POMBA COM INGENUIDADE E IMPRUDÊNCIA.
“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sedes prudentes como as serpentes e mansos como as pombas” (Mateus 10:16).
            O que significa esta mansidão da pomba? Significa que ela não oferece risco, que ela é inofensiva, mas não que ela seja ingênua, tola e/ou imprudente.
“E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, e tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos”. (II Timóteo 2:24-26)
Mansidão é um fruto do espírito que devemos produzir, todavia, devemos nos manter prudentemente em vigilância, afim de alcançarmos a vitória em Cristo nosso Senhor.